Petrobas e petroleiros na ditadura

PETROBRAS: ATO DE LANÇAMENTO DO LIVRO NO RIO REAFIRMA A BUSCA POR REPARAÇÃO

Ato de lançamento do livro “Petrobras e petroleiros na ditadura: trabalho, repressão e resistência” reafirmou a unidade em torno da luta por reparação.

O lançamento contou com a presença da equipe de pesquisadores coordenada por Luci Praun, dos indígenas e petroleiros vitimados pelas graves violações de direitos humanos cometidas pela Petrobras e dos Sindicatos e entidades que lutam por reparação.

A empresa, que forneceu o modelo de repressão aos trabalhadores durante a ditadura, perseguiu e violou os direitos dos petroleiros, destruiu o modo de vida de povos indígenas no Vale do Javari (AM) e deixou centenas de mortos na população de Cubatão no caso do incêndio na Vila Socó.

A Petrobras é uma das 14 empresas com inquérito aberto no Ministério Público por cumplicidade com a ditadura.

O ato teve o apoio e presença massiva da categoria petroleira. Presentes: Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Federação Única dos Petroleiros (FUP) e Sindicatos dos petroleiros.

Beto Marubo, liderança indígena da UNIVAJA, também esteve presente no ato, reafirmando o esforço conjunto de todos os vitimados na luta por Memória, Verdade, Justiça e Reparação.

O evento foi organizado por MEMOV, AMORJ e DTA do IFCS/UFRJ. Contou com o apoio do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e do IIEP.

A equipe que escreveu o livro é composta por Luci Praun, Alex de Souza Ivo, Carlos Freitas, Claudia Costa, Julio Cesar Pereira de Carvalho, Márcia Costa Misi e Marcos de Almeida Matos. O livro foi publicado pela Editora Boitempo.

A investigação sobre a cumplicidade da Petrobras com a ditadura foi financiada com os recursos do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pela Volkswagen em 2020..

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